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Quem, nessa imensidão de vida, não desejaria ao menos por um momento enxergar além de sua própria visão? Vê as cores e a grandeza do mar. Enxergar a frente aonde seus pés deveriam pisar para ter um dia honesto e calmo. Perceber que as nuvens não param e que nunca vão parar enquanto não aprendermos a lição. Quem não queria pegar as plantas da nossa principal fonte de desejo e assim tomar as rédeas do conhecimento? Sabemos que sem elas não existe natureza. Segurar uma mão, talvez duas e dar um grande abraço. Ter o simples toque da delicadeza e o aconchego da fidelidade. Quem não queria, com um largo sorriso e com fortes batidas no peito, dizer o que realmente sente pela vida? Andar pelas ruas, correr de encontro ao vento e senti-lo na face, fechando os olhos de emoção. Quem não queria rir do choro e chorar com um sorriso? Contar as verdades de suas mentiras e fazer de seu silêncio um eterno barulho de águas correntes. Dormir e acordar sem se preocupar se é cedo ou se é tarde. Sem ter nenhum caminho, mas com o pensamento que uma segunda chance bati em sua porta embora cometa os mesmos antigos erros. Tendo de tudo um pouco e um pouco de tudo, sem nada a temer, sem nada a dever, mas com o direito e a obrigação de ser feliz e fazer alguém feliz. Quem não queria seguir em frente sem olhar pra trás. Quem não queria? No fim é tudo questão de ser uma repetição do que já vimos antes, pois a vida ensina que temos aquilo que merecemos, temos aquilo que buscamos e que o passado pode ter ido para nós, mas nós nunca iremos para o passado.
Escrito por Lunático às 22h25
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