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E foi assim... Depois de muito esperar, depois de muitas quedas e muitas desilusões, numa manhã linda, porém cinzenta, decidi triunfar. Decidi que eu não sabia de nada e resolvi aprender. Aprendi que não devo esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las. Aprendi a enfrentar cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução. Aprendi a buscar soluções. Aprendi a usar cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis. Aprendi a viver cada noite como um mistério a resolver. Aprendi a buscar uma luz no meio da escuridão. Aprendi a ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz. Naquele dia aprendi que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações, medos, angústias e que enfrentá-las era a única e melhor forma de superar o que realmente me incomodava. Naquele dia, aprendi que eu não era o melhor e que talvez, eu nunca tenha sido. Deixei de me importar com quem ganha ou com quem perde. Agora, o que me importa simplesmente, é saber melhor o que fazer para mim, para quem está ao meu redor e até para aqueles que eu não conheço. Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim parar de subir, e por fim cair. Aprendi que o melhor triunfo que posso conseguir é ter o direito de chamar a alguém de "Amigo" e ter alguém para “Amar”. Aprendi que o amor é mais que um simples estado de amar. "O amor é uma filosofia de vida". É algo próprio, mas se compartilha com os outros. Naquele dia, eu descobri que eu amava alguém e que agora não consigo deixar de amá-la. É o motivo da minha alegria. Naquele dia deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser a minha própria e cintilante luz deste presente clareando meu futuro. Aprendi que de nada serve ser luz se não vai iluminar o caminho dos demais. Naquele dia, decidi trocar tantas coisas que só me restou a chance de buscar algo novo, que faça sentido para mim, algo real: minha felicidade. Descobri que sem o amor de Jesus eu não sou nada, eu não posso nada sem Ele. Daquele dia em diante já não durmo para descansar. Agora, simplesmente eu durmo para sonhar e que os sonhos são para fazer-se realidade. Basta acreditar e pô-los em pratica. Então, naquele fim de dia, descobri que eu era apenas um tolo pensando saber de tudo. Eu ainda tinha muito que aprender.
Escrito por Lunático às 03h13
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O que dizer de nós que pensamos estarmos livres e fazemos o que queremos? Nós não fazemos o que queremos. Eu digo que a liberdade tem limites, e condiz com início da liberdade do outro. Nós vivemos a esperar um mundo melhor, com justiça e paz, mas não vamos à luta, somos comodistas, fracos. Com certeza a liberdade é luta. Tenho medo das pessoas que procuram a libertação nas drogas, no vandalismo e na má educação, destruindo a alegria dos outros e a própria vida. A liberdade é um momento de alegria coletiva, nunca individual. O que fazer de nós que não enxergamos os problemas do mundo e dizemos que tudo está ótimo? A liberdade é conscientização. Os problemas do mundo não estão, só no que vemos na televisão, estão em toda parte. Abra os olhos! Que liberdade é essa que nós não podemos andar sem preocuparmos com quem está ao nosso lado? Que liberdade é essa com segurança armada, sete cadeados no portão, carros blindados ou toque de recolher? Que liberdade é essa que não podemos andar tranqüilos pelo parque? O que dizer de nós que sonhamos com essa liberdade? Alguns de nós não fazemos dos nossos próprios sonhos uma ponte para o futuro. A liberdade é um sonho possível. Tenho medo de nós mesmos que não procuramos união, não pedimos e nem damos ajudas ou opiniões. A liberdade é partilha. Tenho pena de nós que buscamos o nosso próprio bem, e para isso passamos ou pisamos por cima de tudo e de todos para sermos felizes ou conseguirmos algo na vida. Na liberdade não há competição. A liberdade é respeito. O que dizer sobre nós que falamos a todos sobre mudança, apontamos problemas sociais, mas não aceitamos críticas à nossa pessoa? A liberdade é abertura. Nós, seres humanos, não tomamos o conhecimento desse privilégio que se chama liberdade. Nós somos ignorantes em relação a esse ponto. Ao mesmo tempo somos frágeis, deixando-nos levar pela propaganda, consumismo, novelas, filmes e outros ídolos, glorificando-nos de estarmos livres para fazermos o que bem entendermos. (O fato de estarmos na moda não lhe parece familiar?). A liberdade não se resume no que os outros pensam de nós e se somos ou não somos aceitos. A liberdade é missão a ser assumida, é originalidade, é aceitarmos nós mesmos como nós somos por dentro. A liberdade é assumir o amor, já que somos feitos de amor. O que dizer da nossa própria hipocrisia, da nossa eterna surdez e daqueles que tem olhos pra enxergar e finge não ver? Nós que falamos a mesma língua, buscamos o mesmo amor, nunca chegaremos à igualdade de raciocínio por sermos tão egoístas com a nossa própria vida. A liberdade é vida e ninguém vive sozinho. Você é livre? Temos muito que fazer e muito ainda para aprender. Isso é só o começo.
Escrito por Lunático às 00h18
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