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Das palavras sinceras que foram ditas sem a noção do quanto foram maldosas ou o quanto serão fundamentais. O lado do coração a ser despedaçado à direção que a luz aponta. As conseqüências do sentimento desconhecido à ação presunçosa do fato ambíguo. Das palavras ditas com medo, do sentimento arbitrário e tosco escondendo a pura verdade às ações restritas da escolha. Do pensar impulsivo classificando a ocasião precipitada. Do comportamento insano e lúdico disfarçando a questão lógica do temperamento. Da vida que escolhemos para diminuir a derrota que segue, aumentando o choro glorioso da vitória. Da culpa que optamos carregar para reduzir a dor dos erros sem machucar um coração ainda mais machucado. A vertigem da solidão. A dor da perda ao sentido da vida. O amor! Amor que ferve na proporção que esfria e esfria quando resolvemos amar, aquele amor que aquece. Das verdades que esclarecemos para amenizar a angústia ou a opção da angústia para esconder a verdade. As mentiras que ferem tanto quanto as verdades que desfalecem em pranto. Da companhia abstrata de quem perdemos a solidão de alguém que se faz presente. O esclarecimento do não quando só há um sim a se entender. Do sim a se dizer para demonstrar quão importante é amar. Das palavras ditas de coração expostas com coragem para receber o merecido perdão. Do perdão que classifica o amor que hora esfria e hora aquece. Da eterna busca de si para entender os fatos do passado a optar um futuro. Do passado que escolhemos esquecer para dá espaço ao amor que se aqueceu de tanto esfriar. Do momento que de tanto esperar, foi calejado pela solidão. Este mesmo momento que agora brilha sem saber. O momento que me faz chegar aqui com este peso que descarrego nessas palavras sem lógicas que desabafam por elas mesmas junto as lágrimas que caem lentamente, mas não busco compreensão ou entendimento, apenas quero mostrar através dessa alucinação, que não importa o quanto você já sofreu ou o quanto ainda há para se sofrer, no fim o amor sempre vence, pois nas palavras tortas está, que quando um nasce para o outro também vive.
Escrito por Lunático às 14h25
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