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Apenas mais um conto
Com a imensidade do intenso
Entre a força do desconhecido
Sobre tudo que foi previsto
Como se não fosse de bom senso
Com o sol que aponta
A Clarear meu dia
Num distante paralelo horizonte
Como se na noite
A lua não coubesse essa magia
E as estrelas não tivessem seu guia
Vem bem nítido o que espero
Impresso no verso que não foi dito
Por temer o que não consigo absorver
E que defronta no escudo bendito
E o que resta de mim em você?
É o que sobra a percorrer um longo caminho
Assim mesmo, sem muito palpite...
Através da cortina que com força abro
A deixar a brisa antiga dar espaço
Ao novo ar que bate por direito
Jogando fora meus antigos defeitos
Como um sopro que leva embora a inútil pena
Foi você, minha doce pequena.
Que fez o vento úmido mudar seu curso
E as lágrimas que secaram com muito esforço
Uma de cada vez, eu agora recolho.
Que como rocha afiada, rasgou meu rosto.
E das nuvens escuras que busco como revide
É o fato de que não há mais surpresa
E dentre o mundo que vi
Sinto algo bonito que em mim ainda vive
Como se me valesse de coisas alheias
É a força que vem comigo
E das coisas que sei, encontro abrigo.
Uma, ponho a mesa.
É a certeza do que posso oferecer
Como frases de um único valor
E o que se tem a dizer?
Não é nada, apenas mais um conto
Que não merece mais tanta dor.
Escrito por Lunático às 18h43
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